domingo, 27 de maio de 2012

AMBIGUIDADE


   A ambiguidade é um recurso linguístico que ocorre frequentemente em textos e, portanto, em provas de vestibular. Existem dois principais tipos de ambiguidade que merecem uma atenção especial.

   A primeira é a ambiguidade lexical, a mais comum de estudarmos ainda nas séries iniciais do ensino fundamental. De acordo com esse recurso, as palavras podem possuir mais de um sentido e, por isso, serem ambíguas. Um exemplo interessante e divertido de ambiguidade da palavra “luta” ocorre no texto abaixo.

O PAI QUE NÃO ACOMPANHA COM CARINHO O IDEAL, O DESEJO, A VOCAÇÃO DE UMA FILHA, PODE ATÉ SE ASSUSTAR QUANDO FOR CONVIDADO PARA ASSISTIR A ESTREIA DA MESMA NA MODALIDADE ESPORTIVA QUE ELA ESCOLHEU, JUSTAMENTE APÓS OUVIR DELE QUANDO FALOU QUE IA FREQUENTAR UM CURSO RELACIONADO AO ESPORTE: "VÁ À LUTA, FILHA!". E O QUE ACONTECEU? LITERALMENTE ELA FOI. E SE TRANSFORMOU NUMA EXÍMINA ATLETA DE JUDÔ. 

  A segunda e, particularmente, a mais interessante é a ambiguidade sintática. Ela é menos comum, mas é pertinente do ponto de vista dos vestibulares e concursos porque reúne gramática e interpretação em uma única questão. É mais difícil identificá-la por ser necessário verificar a referência dos termos em uma frase. Veja os exemplos.

A MÃE DISCUTIA COM A FILHA PARADA NA SALA.

   Quem estava parada na sala? A mãe ou a filha? A ambiguidade ocorre porque “parada na sala” pode ser predicativo do sujeito, referindo-se à mãe, ou adjunto adnominal de “filha”.

A POLÍCIA CERCOU O LADRÃO NA RUA SANTOS.

   O banco ficava na rua Santos, ou a polícia cercou o ladrão nessa rua? A ambiguidade resulta da má colocação do adjunto adverbial, ou seja, “na rua Santos” é adjunto adverbial do verbo “cercou” ou é adjunto adnominal do substantivo banco?


   Os dois casos de ambiguidade podem ser resolvidos sempre com o deslocamento do termo para próximo do seu referente, caso a ideia seja evitar ambiguidade em redações.

   Beijos!!!

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